quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Reflexão 1
Nos pessoas herdamos milhares de bens frutos de outras sem numero de experimentações de todos que nos antecederam.
Recebemos como herança, mas nem sempre temos o acesso a estes bens, "a quem muito for dado muito lhe será cobrado" é uma máxima atribuída a Cristo Jesus.
Penso que se há um prazer em receber, deva haver o mesmo ou maior prazer em retribuir, se recebemos um mundo cheio de tecnologias facilitadoras como energia, agua encanada, Internet, tipos de roupas, moveis e construções adequadas ao clima e bolso de cada um, deveríamos pelo menos conservar e ainda recuperar o que nos resta de reservas naturais, para manutenção de toda esta herança citada.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
DEUS RESISTE!!
Quem pratica o que nem sei.
Pra quem sabe ou saberá.
Se em vários ou um só.
Transcendente ou emanente.
Edonista ou estoico.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
INFERNO ASTRAL
É Janeiro de 2009, os dias vão passando em direção a data de aniversário, choro, estou em crise, em crase, ampliada todas as sensações.
Quero ir de volta pra onde nunca estive, viver com quem não sabe meu nome ser anónima, ter anima, resgatar minha alma minha auto estima, um trabalho diário e um salário mensal, quero férias de família, quero presente de amor, quero ser querida e fechar feridas abertas por palavras inquietas e mentes perversas.
O tempo passa o temperamento não muda, fico muda e vou derretendo em lágrimas que vertem como chuva criadeira resposta de preces dos romeiros que pede a Deus e aos santos por esperança, lágrimas sem esperança espremida que fosse entre a tristeza e o movimento.
Sinto a vontade de fugir pra longe pra dentro da casa que não construí, não falar mais com minguem que não tenha respeito ou sensibilidade de perceber a pessoa frágil que mora atrás do muro de pedra que pareço ser.
Dia após dia fui vivendo como obrigação, como falta de escolha, muitas vezes tentei parar de respirar, de não participar, de estar ausente de toda esta convenção social familiar que massacra e não permite escolhas não aprovadas, estou de volta ao colo da fera me sinto banquete de pernilongo, de palavras e desaprovações me chegam como pequenas picadas que coçam sem parar, pequeninas doses de veneno que espalham dores por toda a memoria.
Dia após dia, noite atrás de noite, monte a monte, vou levando como a um fardo, pergunto o que esta trazendo de bom essa imobilidade esta tristeza infunda, sem trégua.
È como se de novo a criança que fui sofresse novamente o abandono emocional, depois de viver quase meio século de passar por milhares de quilómetros de ter aborto e filhos e ainda assim uma velha criança, que não dança não brinca e nem tem amigos chora só sem ninguém.
Onde esta minha alegria?
Sei ser espontaneamente alegre, espirituosa, sei das minhas qualidades, pra que esperar de meu velho pai ou de meus irmãos e tias uma aprovação um elogio, porque dói tanto não ter deles o carinho estilhaçado e nunca recebido, não tenho moeda de troca não ofereço meu sacrifício, por que então tanta dor?